Estou com medo.
Medo de, quando dizer tudo o que sinto, você simplesmente
dar de ombros e virar a cara.
Eu tenho medo de, quando contar o quanto te amo, você rir de
mim e me chamar de tola.
Medo de, quando dizer o “Eu te amo” (que esta prestes a sair
toda vez que te vejo, que te abraço ou quando recebo de você um carinhoso beijo
no rosto), você esquecer do quanto somos amigos(ou do quanto pesei que éramos)
e começar a me ignorar.
Tantas possibilidades...
E todas elas eu temo.
Esperado, pois o que mais quero agora é deixar de tudo isso
ser uma ilusão, um amor platônico e, pela primeira vez, amar e ser amada.
Temido, pois, sinceramente, eu não vou saber o que fazer depois,
o que vai acontecer conosco.
Mas eu vou arriscar independente da sua resposta, da sua reação,
porque a pior coisa do mundo é ter a consciência de que há uma pequena chance
de você sentir o que sinto, e que, estamos perdendo tempo por medo de sermos
felizes.
Enquanto houver essa faísca, essa centelha de amor e
esperança, eu vou até o fim.
Por você.
Por nós.

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