sexta-feira, 6 de julho de 2012

Não dizem por aí que é somente quando perdemos, damos valor?



   Serei verdadeira: Nunca te amei.
   Todos aqueles “eu te amo” eram falsos. Eram somente palavras.
  Como as suas. 
  E não venha dizer agora que não eram, pois eu sentia no fundo de meu âmago que eram.
  Afinal, hoje em dia você nem olha na minha cara.
  E assim que terminamos, correu para os braços de outra.
  Posso parecer amargurada agora (e acredite, eu estou), já que faz tanto tempo isso (desde 2009... lembra?), mas ver que todo o amor que você devia dar para mim, você entrega de mãos beijadas para outra.
  Caso você tivesse me dado um terço de todo amor que está dando à ela agora, com certeza não estaria aqui, ridiculamente escrevendo para você.
  No entanto, sei que também errei.
  E arrependo-me de tantas coisas...
  A primeira seria trocar aqueles “eu te amo” por “gosto muito de você” ou até mesmo “merda... eu não sei o que sinto!”. Porém, nunca duvide que eu senti algo por você.
  A segunda coisa foi quando terminei. Aquilo doeu tanto...
  Você era meu porto seguro, a única pessoa que me fazia rir daquele jeito.
  Quando eu te dei aquele último abraço, senti um pedacinho meu indo embora.
  Sei que talvez agora você esteja me achando uma louca (coisa que eu sou), mas eu senti que era o melhor, não para mim, mas para você. Sentia que você ia conhecer uma pessoa especial e eu só estava te segurando ali.
  A terceira coisa foi minha frieza. Gostaria de voltar no tempo e sorrir mais, falar mais, mostrar à você o que sentia e o quanto estava feliz ao seu lado.
  Ou dizer o quanto minhas mãos ficavam geladas e meu coração disparava quando você estava perto. Eu ficava tão ridiculamente nervosa quando você estava ao meu lado.
  Mas eu nunca disse né?
  Ah, se arrependimento matasse...
  Não fique alarmado. Eu não te amo, no entanto, confesso que ainda sinto algo por você. Algo que está bem escondidinho dentro de mim, e que, sinceramente, não vou mais tentar esconder de mim mesma. Aliás, acabei de (re)descobrir.
  Sei que isso nada significará para você agora, no entanto, gostaria que soubesse.
  Você foi meu primeiro amor(ou a primeira pessoa que fez-me acreditar neste sentimento) e não quero que tenha uma visão falsa do que sou.
Espero que seja feliz ao lado dela, acima de tudo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Medo


Estou com medo.
Medo de, quando dizer tudo o que sinto, você simplesmente dar de ombros e virar a cara.
Eu tenho medo de, quando contar o quanto te amo, você rir de mim e me chamar de tola.
Medo de, quando dizer o “Eu te amo” (que esta prestes a sair toda vez que te vejo, que te abraço ou quando recebo de você um carinhoso beijo no rosto), você esquecer do quanto somos amigos(ou do quanto pesei que éramos) e começar a me ignorar.
Tantas possibilidades...
E todas elas eu temo.
No entanto, o tão esperado “eu também te amo” sussurrado é o mais esperado, e o mais temido também.
Esperado, pois o que mais quero agora é deixar de tudo isso ser uma ilusão, um amor platônico e, pela primeira vez, amar e ser amada.
Temido, pois, sinceramente, eu não vou saber o que fazer depois, o que vai acontecer conosco.
Mas eu vou arriscar independente da sua resposta, da sua reação, porque a pior coisa do mundo é ter a consciência de que há uma pequena chance de você sentir o que sinto, e que, estamos perdendo tempo por medo de sermos felizes.
Enquanto houver essa faísca, essa centelha de amor e esperança, eu vou até o fim.
Por você.
Por nós.

Não te entendo. Juro que não.


Estou a cada dia mais convicta de que esse bobo coração foi enganado novamente.
Que talvez você nada sinta por mim, ao contrario do que parece, e que, ate os seus fofos ataques de ciúmes sejam uma grande mentira.
Mas não entendo isso, afinal, não é você que diz ser meu melhor amigo? Estão, por que fingir gostar de mim?
Você acha isso engraçado? Acha bonito ser o motivo das poucas lagrimas que derramo? Acha incrível ser o culpado pelas minhas noites insones e por meus textos piegas?
Parabéns então!
Pois você conseguiu me decepcionar mais do que imaginei ser possível.
Desde o inicio eu senti que ia sair ferida nessa historia, mas nunca pensei que ia sair tão ferida assim.

Agora, só quero a imperfeição!


Por um momento, pensei que era somente atração, afinal, você é tão bonito fisicamente.
No entanto, foi somente por um momento.
Depois, percebi que, além de um corpo bonito, eu amava seu jeito, seu sorriso, o som do seu riso( e o jeito que me faz rir tão facilmente), suas implicâncias, tapas, mordidas...
Sua amizade...
Droga... eu percebi então que amava você.
Todos perceberam!
E foi aí que eu perdi o rumo da minha vida. Foi quando eu comecei a pensar diferente sobre um monte de coisas.
Foi quando eu medi algumas possibilidades futuras...
Ora, ora... a garota fria e calculista apaixonada pelo garoto, mais bobo, idiota, insuportável e engraçado da escola...
Quem diria...
Caso fosse a um ano atrás e alguém dissesse que eu me apaixonaria por você, jamais acreditaria, pois naquela época, somente os “perfeitos” me atraiam.
Mas agora, estou cansada dos príncipes que sempre vinham montados em cavalos brancos para me cortejar.
Estou cansada dos perfeitamente educados, dos perfeitamente lindos, dos perfeitamente inteligentes.
Cansada dos perfeitamente perfeitos!
Chega de perfeição, agora, eu quero o oposto. Eu quero a imperfeição.
Eu quero você.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sem rima, sem belas palavras. Somente eu e você.


Por que eu te amo?
Oras! Mas que pergunta a se fazer!
Se nem eu sei, como vou te dizer?


No entanto, eu te amo.
Com direito a rimas e a coisas piegas.
Mas não tentarei fazer um poema bobo de menininha apaixonada.
No entanto o que sinto por voce não é uma mera paixão platônica,
Pois sei que você sente algo por mim.
Talvez não o que sinto, mas algo.
Seus olhos não mentem.
Muito menos seu corpo.
Minha criatividade é limitada à somente meus pensamentos e ao meu caderno de textos sobre você.
Jamais conseguiria ver sentimentos onde nunca existiram.
Ver sorrisos que nunca aparecem,
E nem olhares que nunca nada revelaram.
E as palavras?
Ah... As palavras!
Nunca conseguiria inventar as coisas que você falou para mim.
Nunca mesmo.
Tenho uma mente complexa,
Não uma mente completamente louca.

Ou assim espero.

Cansei.


Cansei de esperar
De amar
Cansei de covardia.
De controlar minha rebeldia.
Cansei de esperar alguém dizer "eu te amo" antes de mim, por ingênuos medos.
De esconder tantos segredos!
Cansei de pensar antes nos outros para depois pensar em mim.
De te amar tanto assim.
Cansei do meu próprio falso moralismo
De meu próprio altruísmo.

Cansei de tudo!
Cansei do mundo!

Sou um novo ser.
E com muita coisa para apreender.





Talvez sim, talvez nao.


   Ultimamente, ando pensando constantemente em você. Sobre nós.
   Fico pensando se o que sinto por você é o mesmo que sente por mim.
   Ou é somente "amor de irmãos" para você?
   Talvez seja... Talvez não.
   Quem sabe eu esteja confundindo seu beijo na testa, na bochecha e até os    roces de lábios que ultimamente trocamos com algo mais forte.
   Quem sabe os olhares que trocamos, e as besteiras que você sussurra no meu ouvido, seja somente "coisa de amigos".
   Talvez...
   Porem, ainda prefiro confundir isso com amor.
   Ainda prefiro pensar que ao menos sente por mim um terço do que sinto por você. Pois se caso esse pouquinho de amor exista, eu lutarei com unhas e dentes pelos restantes dois terços dele.
   Quiçá eu saia ferida ( e com dentes e unhas quebradas) nessa luta, no entanto, sairei de cabeça erguida. Com lagrimas no rosto, mas orgulhosa de lutar até o fim, pois atualmente estou cansada de ser a menina paciente e ver tudo o que quero ir embora, simplesmente escorrer entre meus dedos, pelo medo de alguém me achar ridícula, emotiva demais.
   Não quero ser mais a fria, a calculista.
   Quero mostrar minha verdadeira face ao mundo, aquela que poucos conhecem.